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Rio de Janeiro,22/04/2026

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Produção de eventos entra na era da alta performance operacional

Modelos replicáveis, integração tecnológica e gestão de equipes multidisciplinares redefinem o padrão da indústria ao vivo

Mercurios
Produção de eventos entra na era da alta performance operacional Reprodução

A indústria de eventos iniciou 2026 em um novo patamar de exigência. O setor chegou ao ano com crescimento consolidado, maior volume de investimento e uma pressão cada vez mais forte por eficiência operacional. Dados divulgados em fevereiro mostram que o mercado de eventos encerrou 2025 com R$ 140,9 bilhões em consumo e 186 mil empregos formais, atingindo o maior nível da série histórica acompanhada pela ABRAPE. No mesmo recorte, dezembro de 2025 registrou R$ 12,5 bilhões em gastos com recreação, o maior valor mensal desde o início da série, indicando que a demanda não apenas voltou, mas passou a operar em escala mais alta. 

Esse avanço econômico veio acompanhado de uma mudança de mentalidade. Eventos deixaram de ser vistos apenas como entregas criativas ou ações pontuais e passaram a ser tratados como operações completas, nas quais desempenho, previsibilidade e coordenação fina entre várias áreas definem o resultado. Em 2025, a própria UBRAFE reforçou esse movimento ao investir em capacitação voltada à eficiência em feiras e congressos B2B, destacando temas ligados à melhoria de performance e à geração de valor. A discussão, que antes ficava concentrada em grandes estruturas, agora se espalha por toda a cadeia produtiva. 

No plano internacional, a tendência segue a mesma direção. Relatórios e análises setoriais publicados na virada para 2026 apontaram que eventos presenciais seguem como formato dominante, mas operam sob novas regras: orçamentos continuam pressionados, a cobrança por retorno mensurável cresceu e a tecnologia passou a ser cobrada não como adereço, mas como elemento de eficiência e integração. Em outras palavras, a indústria ao vivo entrou definitivamente na lógica da alta performance operacional. 

Para Scharles Eduardo Siewert, esse novo estágio do setor apenas confirma uma realidade que profissionais experientes já conheciam na prática. “Evento grande não se sustenta mais com improviso. Hoje, quem se destaca é quem consegue repetir excelência, integrar tecnologia com fluidez e manter equipe, timing e experiência funcionando como um sistema único”, afirma. Sua atuação reúne direção técnica, planejamento logístico, elaboração de riders, coordenação de equipes multidisciplinares e integração entre áudio, iluminação, vídeo e efeitos especiais.

Fotos do Scharles.

“Não adianta ter boa estrutura se a lógica de execução não é sólida. Um evento de alto nível precisa ter padrão de montagem, alinhamento de equipe, leitura de risco, plano de contingência e comando claro. Quando isso existe, a operação escala sem perder qualidade”, explica.

Essa capacidade de repetição com consistência se tornou um dos diferenciais mais valorizados do mercado atual. À medida que o setor cresce e movimenta mais recursos, empresas e organizadores passaram a procurar parceiros capazes de entregar não apenas impacto visual, mas confiabilidade. A experiência do público continua sendo decisiva, mas, por trás dela, o mercado passou a valorizar cada vez mais o que não aparece: processo, método, redundância técnica e liderança operacional.

“Hoje, som, luz, vídeo, efeitos e performance não podem funcionar como áreas isoladas. Tudo precisa conversar. A tecnologia só gera resultado quando está integrada a uma operação bem liderada”, diz. Essa visão está alinhada com o que a indústria vem discutindo globalmente: o uso de tecnologia deixou de ser apenas um diferencial estético e passou a ser um mecanismo de precisão, sincronização e proteção da experiência ao vivo.

Fotos do Scharles.

Entrevista com Scharles Eduardo Siewert

O que define a entrada do setor na era da alta performance operacional?

“É o momento em que o mercado entende que excelência não pode depender de sorte. Ela precisa ser repetível. Alta performance é entregar bem de forma consistente, mesmo sob pressão.”

Qual passou a ser o principal diferencial competitivo em grandes produções?

“Hoje, o diferencial está na capacidade de integrar pessoas, tecnologia e processo. Quem consegue manter isso alinhado entrega segurança, fluidez e padrão superior.”

A tecnologia sozinha resolve os desafios do setor?

“Não. Tecnologia potencializa, mas não substitui liderança. Se não houver direção técnica clara, comunicação eficiente e método, até a melhor estrutura perde performance.”

Por que modelos replicáveis se tornaram tão importantes?

“Porque o mercado cresceu e ficou mais exigente. O cliente quer saber se você consegue repetir qualidade em diferentes contextos, e não apenas acertar pontualmente.”

Como enxerga o futuro da indústria ao vivo?

“Vejo um setor cada vez mais profissional, mais estratégico e mais seletivo. Vai se destacar quem tiver estrutura, método e capacidade real de liderar operações complexas.”

Fotos do Scharles.

Nesse ambiente, profissionais que dominam modelos replicáveis, integração tecnológica e liderança de equipes multidisciplinares se tornam decisivos. É justamente nesse espaço que Scharles Eduardo Siewert se firma como referência, representando uma geração de especialistas que não apenas acompanham a evolução da indústria ao vivo, mas ajudam a definir seu novo padrão.




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