Executivos Brasileiros Ganham Espaço em Convenções Internacionais de Negócios
Experiências locais são apresentadas como cases de inovação em fóruns globais.
Reprodução A presença de executivos brasileiros em convenções internacionais de negócios cresce de forma consistente. Fóruns realizados nos Estados Unidos, Europa e Ásia têm recebido líderes do Brasil que compartilham práticas de gestão e inovação, transformando experiências locais em referências globais. O movimento revela uma tendência clara: companhias de países emergentes estão assumindo protagonismo em pautas como governança corporativa, gestão estratégica, project finance e captação de investimentos.
Dados recentes da UNCTAD (UN Trade and Development) mostram que o investimento estrangeiro direto global caiu 11%, marcando o segundo ano consecutivo de queda e confirmando uma desaceleração estrutural nos fluxos de capital produtivo. Mesmo nesse cenário desafiador, a América Latina mantém um papel relevante, e os anúncios de projetos greenfield aumentaram em mercados-chave como Argentina, Brasil e México. Esse movimento abre espaço para executivos de países emergentes levarem seus cases para os palcos internacionais, reforçando que inovação em mercados locais pode ter aplicabilidade global, especialmente em um ambiente em que o project finance internacional, frequentemente crucial para infraestrutura, ganha relevância estratégica. UNCTAD + 2
Entre os brasileiros que vêm conquistando esse espaço está Matheus Rangel da Cunha, executivo com anos de experiência em finanças corporativas, gestão estratégica e desenvolvimento de negócios. Reconhecido por sua trajetória como CFO no setor de higiene pessoal, onde liderou processos de reestruturação financeira e project finance, e como CEO no setor imobiliário, com impacto direto na expansão do Plaza Shopping Niterói, Matheus levou sua experiência prática para o debate internacional.
Em convenções de negócios realizadas nos Estados Unidos, ele apresentou cases de gestão estratégica e investimentos que demonstram como executivos podem estruturar operações complexas, atrair capital estrangeiro e transformar setores tradicionais por meio de modelos financeiros inovadores.

Matheus Rangel da Cunha
Entrevista com Matheus Rangel da Cunha
Jornalista: Fernanda Soares
Jornalista: Matheus, qual é a principal contribuição que executivos brasileiros levam para convenções internacionais?
Matheus: Acredito que a principal contribuição é a capacidade de adaptação. O Brasil é um país de complexidade regulatória, volatilidade econômica e desafios logísticos. Isso nos força a criar soluções flexíveis e inovadoras. Quando levamos esses exemplos para o cenário internacional, mostramos que é possível construir resultados sólidos mesmo em ambientes de alta incerteza. Em um momento em que o investimento estrangeiro direto global está em retração, esse repertório se torna especialmente valioso.
Jornalista: Como sua trajetória contribuiu para esse espaço internacional?
Matheus: Minha atuação em setores distintos, do industrial ao imobiliário, me permitiu aplicar conceitos de governança, planejamento estratégico e project finance em contextos muito diferentes. Quando apresentei essas experiências nos Estados Unidos, houve grande interesse porque se tratam de modelos replicáveis: formas de estruturar investimentos, alinhar governança e gerar impacto econômico local. O investidor internacional quer entender como mitigar risco em mercados complexos, e o Brasil tem muito a dizer sobre isso.
Jornalista: E quais são os próximos passos para executivos brasileiros em fóruns globais?
Matheus: O caminho é consolidar nossa imagem de líderes confiáveis. Precisamos mostrar que, além da criatividade, temos consistência em gestão, governança e resultados. Critérios ESG, transparência e disciplina financeira passaram a ser linguagem comum, e o executivo brasileiro precisa dominá-la com fluência. O Brasil tem profissionais altamente preparados e, cada vez mais, reconhecidos internacionalmente.
A crescente participação de executivos brasileiros em convenções internacionais mostra que o país deixou de ser apenas observador e passou a ser formador de tendências em gestão e investimentos. Casos como o de Matheus Rangel exemplificam essa mudança: profissionais que unem vivência prática, visão estratégica e legitimidade em fóruns globais, consolidando a imagem do Brasil como exportador de conhecimento corporativo.


