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Rio de Janeiro,18/03/2026

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Relações estratégicas com fornecedores fortalecem desempenho de grandes operações industriais

Modelos de parceria e negociação de longo prazo reduzem riscos e aumentam previsibilidade nas cadeias produtivas

Mercurios
Relações estratégicas com fornecedores fortalecem desempenho de grandes operações industriais Reprodução

A discussão sobre competitividade industrial passou a incluir com mais força um elemento que por muito tempo foi tratado apenas como função de apoio: a qualidade da relação com fornecedores. Em um cenário de cadeias produtivas mais expostas à fragmentação, à volatilidade e à necessidade de adaptação rápida, empresas que constroem parcerias estáveis e negociações de longo prazo tendem a reduzir rupturas, elevar previsibilidade e proteger sua capacidade de entrega. Relatórios recentes do Fórum Econômico Mundial apontam que a fragmentação geopolítica, a pressão sobre custos e a necessidade de cadeias mais ágeis estão redesenhando a forma como empresas estruturam suas redes de suprimentos.

No Brasil, esse movimento conversa diretamente com a agenda de neoindustrialização e com a busca por maior robustez das cadeias produtivas. O governo federal destacou, ao fim de 2025, o avanço de 177 projetos industriais aprovados naquele ano, com mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos e criação de mais de 6 mil empregos, enquanto a Nova Indústria Brasil continuava enfatizando desafios ligados a competitividade, cadeias produtivas e investimentos para 2026 e 2033.

A Confederação Nacional da Indústria também vem sustentando que governança, previsibilidade e eficiência logística são componentes essenciais para destravar competitividade e fortalecer a inserção das empresas brasileiras nos mercados mais exigentes. Na prática, isso significa que comprar bem já não basta: é preciso construir relações capazes de sustentar operação, reduzir risco e melhorar resposta em ambientes industriais complexos.

É justamente nesse ponto que a trajetória de Leonardo Hiroyuki Hamada Nery ganha destaque.

Sua formação prática foi construída ao longo de quase duas décadas em empresas ligadas ao setor de peças, caminhões, implementos e distribuição. Na visão de Leonardo, relações estratégicas com fornecedores não devem ser construídas apenas em torno de preço ou conveniência imediata. Para ele, operações industriais de maior porte dependem de confiança, histórico de entrega, comunicação eficiente e entendimento da criticidade do cliente. Quando essa relação amadurece, o fornecedor deixa de ocupar posição periférica e passa a contribuir diretamente para a estabilidade da operação.

Entrevista — Leonardo Hiroyuki Hamada Nery

Pergunta: Por que a relação com fornecedores ganhou tanto peso nas operações industriais?

Leonardo: Porque hoje a operação depende de previsibilidade. Quando a empresa tem fornecedores confiáveis, com comunicação clara e compromisso de longo prazo, ela reduz risco, evita ruptura e consegue planejar melhor seu crescimento.

Pergunta: O que diferencia um fornecedor comum de um parceiro estratégico?

Leonardo: O parceiro estratégico entende a necessidade real do cliente. Ele não trabalha só para vender um item, mas para ajudar a manter a operação funcionando com segurança, prazo e constância.

Pergunta: Onde as empresas mais erram nessa construção?

Leonardo: Muitas negociam olhando apenas custo imediato. Só que, em operações complexas, um fornecedor mal alinhado pode sair muito mais caro por causa de atraso, retrabalho, perda de margem e desgaste com o cliente final.

Pergunta: Como a previsibilidade se constrói na prática?

Leonardo: Com relacionamento, histórico, acompanhamento e responsabilidade dos dois lados. A previsibilidade não aparece de um dia para o outro. Ela é resultado de uma parceria bem cultivada e de uma operação disciplinada.

Pergunta: Que impacto isso tem nas cadeias produtivas?

Leonardo: Tem impacto direto. Quando os elos da cadeia confiam uns nos outros e operam com clareza, a produtividade sobe, o risco diminui e a empresa ganha condição real de competir melhor.

A conclusão que se impõe é que relações estratégicas com fornecedores passaram a funcionar como uma camada essencial de proteção e desempenho para grandes operações industriais. Em vez de simples transações, o mercado passou a valorizar parcerias que aumentam resiliência, reforçam previsibilidade e sustentam cadeias produtivas mais fortes.




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