Eficiência organizacional se torna prioridade em empresas de médio porte após aumento dos custos operacionais
Processos padronizados, reestruturação administrativa e decisões executivas firmes fazem diferença na competitividade.
Reprodução O aumento dos custos operacionais observado ao longo de 2024 e 2025 modificou de forma significativa o comportamento das empresas de médio porte no Brasil. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), despesas relacionadas a logística, folha de pagamento, insumos e energia tiveram alta acumulada superior a 12% nos últimos doze meses, pressionando a sustentabilidade financeira de milhares de negócios. Diante desse cenário, gestores passaram a priorizar eficiência organizacional como estratégia imediata para manter competitividade.
A resposta mais comum a esse desafio tem sido a revisão de processos internos. Um estudo da Deloitte divulgado em 2025 mostrou que 64% das empresas brasileiras iniciaram algum projeto de reestruturação administrativa para reduzir retrabalho, melhorar a comunicação entre setores e fortalecer controles internos. Entre as iniciativas mais adotadas estão a padronização de fluxos operacionais, reorganização de departamentos e integração entre áreas administrativas e financeiras.
Especialistas apontam que empresas que operam com estruturas informais tendem a sofrer impactos maiores em momentos de pressão econômica. A ausência de processos definidos, documentos organizados ou responsabilidades claras gera atrasos, falhas e custos invisíveis que se acumulam ao longo do tempo. Em contrapartida, organizações que já possuíam rotinas estruturadas conseguiram responder com mais rapidez ao aumento das despesas, ajustando operações sem comprometer entrega ou qualidade.
Analisando o mercado, ouvimos Sandrelli Bastos, executiva com longa experiência na construção e modernização de estruturas administrativas, que atuou em posições de liderança corporativa em empresas de grande porte e alta complexidade operacional, como Serrano Distribuidora Ltda e Quitanda Comércio de Alimentos LTDA, além de ART Participações S.A. e CSV Participações Ltda..

Sandrelli Bastos.
Para ela, a busca por eficiência deixou de ser uma alternativa e se tornou uma necessidade de sobrevivência no cenário atual:
“Empresas que não conseguem enxergar seus próprios processos ficam vulneráveis. A falta de clareza gera desperdício, erros e decisões reativas. Quando há organização, a empresa entende seu ritmo, identifica gargalos e consegue agir de forma precisa.”
Entrevista com a especialista
Mercúrios: Qual é o erro mais comum que as empresas cometem ao buscar eficiência?
Sandrelli: Muitas começam tentando resolver tudo ao mesmo tempo. Eficiência é construída por etapas: primeiro se entende o que existe, depois se ajusta. Sem diagnóstico, o risco de implementar mudanças ineficazes é enorme.
Mercúrios: Como a integração entre áreas influencia os resultados?
Sandrelli: Quando setores trabalham isolados, os custos aumentam e a comunicação falha. Integração minimiza retrabalho e acelera a tomada de decisão. Isso se traduz em competitividade.
Mercúrios: Empresas de médio porte conseguem se reestruturar rapidamente?
Sandrelli: Conseguem, desde que tenham clareza sobre o objetivo. Organizações com processos mínimos já definidos avançam muito mais rápido.
A eficiência organizacional consolidou-se como prioridade para empresas brasileiras que enfrentam custos operacionais elevados e maior competição. Em 2025, a discussão deixou de ser apenas sobre cortar despesas e passou a incluir organização, governança e capacidade de execução. Profissionais como Sandrelli Bastos, com experiência comprovada em estruturar processos e fortalecer rotinas administrativas em empresas complexas, reforçam que eficiência não é apenas técnica: é postura gerencial e visão de longo prazo.


