Por Que os Maiores Artistas do Brasil Escolhem André Malaquias — O Engenheiro de Áudio que Conecta Gerações Musicais
Reprodução / André Malaquias com o cantor Daniel — parceria que ultrapassa 30 anos, do primeiro disco solo ao clipe "Amei Uma Vez Só" A indústria musical brasileira vive um momento de expansão e diversificação. Impulsionado pelo crescimento do streaming e pela internacionalização de artistas nacionais, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão em faturamento anual, consolidando-se como o maior mercado fonográfico da América Latina e um dos dez maiores do mundo. Nesse cenário competitivo, produtores e artistas têm buscado equipes técnicas capazes de lidar com estilos musicais variados e tecnologias cada vez mais sofisticadas.
A crescente mistura entre gêneros, do pop ao pagode, passando pelo sertanejo e pela música urbana, exige profissionais que compreendam diferentes linguagens musicais e saibam adaptar técnicas de gravação para cada projeto. Segundo especialistas do setor, essa versatilidade passou a ser uma das competências mais valorizadas na engenharia de áudio contemporânea.
Entre os profissionais que vêm se destacando nesse contexto está o engenheiro de áudio André Malaquias, cuja atuação entre 2022 e 2024 refletiu exatamente essa diversidade de estilos presente na música brasileira atual.
Durante esse período, André participou de projetos envolvendo artistas de diferentes gerações e segmentos musicais, atuando simultaneamente em gravações que variam do samba e pagode ao sertanejo e à música popular contemporânea.
Um exemplo dessa versatilidade foi a colaboração em projetos envolvendo os cantores Péricles e Ferrugem, dois dos nomes mais expressivos do pagode brasileiro atual. A gravação reuniu vozes com características muito distintas, exigindo um trabalho detalhado de captação sonora e equilíbrio vocal.

André Malaquias em sessão de gravação com Péricles — estúdio equipado com tecnologia Dolby Atmos.
Segundo André, gravações que envolvem intérpretes com estilos fortes demandam atenção especial na engenharia de som.
“Cada cantor tem uma dinâmica vocal própria. O papel do engenheiro é capturar essa identidade sem perder o equilíbrio entre as vozes e os instrumentos”, explica.
O projeto foi realizado em estúdio equipado com tecnologia Dolby Atmos, sistema que permite posicionar elementos sonoros em um ambiente tridimensional, criando uma experiência auditiva mais envolvente para o público.
Para André, o avanço dessas tecnologias tem ampliado as possibilidades criativas dentro da produção musical.
“Hoje conseguimos trabalhar o som em múltiplas dimensões, criando espaços sonoros que antes eram impossíveis de reproduzir em gravações tradicionais”, afirma.
Ao mesmo tempo em que participava de projetos com artistas contemporâneos do samba e do pagode, André manteve parcerias históricas com nomes consagrados da música brasileira.
Entre elas está a relação profissional com o cantor Daniel, iniciada ainda no período do primeiro disco solo do artista e que continuou ao longo das décadas seguintes. Em um dos projetos recentes, André atuou como técnico responsável pela gravação do clipe oficial da música “Amei Uma Vez Só”, colaborando diretamente na construção técnica da produção audiovisual.
Especialistas da indústria apontam que parcerias duradouras entre artistas e engenheiros de áudio são raras e geralmente refletem um alto nível de confiança técnica.
Além da relação com Daniel, André também continuou envolvido em projetos ligados a artistas de diferentes gerações, incluindo nomes como Ronnie Von, além de trabalhos que se conectam à tradição da música brasileira representada por artistas como Chitãozinho & Xororó.
Essa capacidade de atuar com igual naturalidade entre músicos veteranos e artistas contemporâneos é frequentemente citada por produtores como um dos diferenciais de profissionais altamente experientes da engenharia de áudio.
De acordo com analistas da indústria musical, a habilidade de transitar entre estéticas musicais distintas sem comprometer a identidade sonora de cada projeto tornou-se uma competência estratégica dentro do mercado fonográfico atual.
“Cada geração de artistas tem uma linguagem musical própria. O desafio do engenheiro é compreender essas diferenças e traduzir isso tecnicamente dentro da gravação”, comenta André.
Com mais de duas décadas de experiência acumulada na indústria musical brasileira, o engenheiro passou a integrar um grupo restrito de profissionais frequentemente requisitados para projetos de grande visibilidade.
Em um mercado que movimenta bilhões de dólares globalmente e reúne alguns dos artistas mais influentes da música latino-americana, especialistas apontam que profissionais capazes de combinar domínio técnico, versatilidade musical e atualização tecnológica constante desempenham papel fundamental na evolução da produção musical contemporânea.


