Integração Entre Finanças e Operações Revoluciona a Tomada de Decisão nas Empresas
Fluxo de caixa alinhado ao planejamento logístico aumenta previsibilidade e garante estabilidade em negócios de alta rotatividade.
Reprodução A competitividade no setor empresarial brasileiro tem exigido, cada vez mais, que empresas deixem de tratar finanças e operações como áreas isoladas. A consolidação do e-commerce, o aumento dos custos operacionais, a necessidade de maior precisão nas entregas e a pressão por margens mais saudáveis transformaram a integração entre setores em uma das principais tendências de gestão no país.
Estudos recentes de consultorias de gestão indicam que empresas que conectam decisões financeiras ao desempenho operacional conseguem reduzir em até 28% gastos desnecessários, ao mesmo tempo em que aumentam a previsibilidade de caixa e melhoram indicadores de produtividade. O movimento vem ganhando força especialmente em segmentos de alta rotatividade, como logística, transporte, armazenagem e varejo, onde o impacto de qualquer imprevisto é rapidamente sentido no fluxo financeiro.
O modelo tradicional, baseado em departamentos que funcionam como “ilhas”, tem sido substituído por estruturas integradas, com decisões mais rápidas e alinhadas ao dia a dia da operação. Giuliana Miranda Campos D’Onofrio, profissional reconhecida pela forte atuação na interface entre finanças, logística e administração, foi entrevistada.
“A operação enxerga o que está acontecendo no dia a dia, mas não sabe se há caixa suficiente para algumas decisões. O financeiro vê os números, mas não entende as urgências operacionais. Quando esses dois mundos não conversam, a empresa perde previsibilidade”, afirma.
Ela destaca que essa falta de alinhamento gera consequências graves: pagamentos antecipados que fragilizam o caixa, liberações emergenciais de recursos sem análise, rotas mal planejadas e, principalmente, decisões tomadas no calor do momento, sem base em dados integrados.
Entrevista com Giuliana Miranda Campos D’Onofrio
Pergunta: Por que tantas empresas ainda têm dificuldade em integrar finanças e operação?
Giuliana: Porque historicamente esses setores foram tratados como áreas independentes. Mas a realidade é que um depende totalmente do outro. Quando se entende isso, a empresa muda de patamar.
Pergunta: Que benefícios imediatos essa integração traz?
Giuliana: Decisões mais rápidas, redução de desperdícios e maior controle sobre o caixa. A empresa deixa de ser reativa e passa a agir com planejamento.
Pergunta: O que mudou no setor logístico nos últimos anos?
Giuliana: O mercado ficou mais competitivo. Não dá mais para tomar decisões com base apenas na experiência. É preciso ter números, rotinas claras e alinhamento entre setores.
Pergunta: Qual recomenda a primeira ação para empresas que querem iniciar essa integração?
Giuliana: Começar organizando o fluxo de caixa e abrindo a comunicação entre setores. Sem isso, nada avança.
A integração entre finanças e operações deixa de ser uma tendência e se consolida como um dos pilares da gestão moderna. Empresas que adotam práticas integradas colhem benefícios imediatos: mais previsibilidade, maior produtividade e um ambiente de decisões estratégicas mais precisas.


