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Rio de Janeiro,14/02/2026

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A força do design autoral na economia criativa brasileira

Profissionais independentes impulsionam o setor com projetos personalizados que unem identidade cultural, estética refinada e impacto econômico.

Mercurios
A força do design autoral na economia criativa brasileira Reprodução

O cenário econômico do Brasil está cada vez mais atento à força das indústrias criativas, um setor que reúne arquitetura, design, moda, arte, audiovisual e outros segmentos onde criatividade, técnica e cultura se encontram. Segundo dados recentes de 2025, esse conjunto representa 3,59 % do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o que equivale a aproximadamente R$ 393,3 bilhões. 

Além disso, o relatório mostra que, em 2023, a indústria criativa formal empregava cerca de 1,262 milhão de profissionais, um crescimento de 6,1 % em relação ao ano anterior, quase o dobro da taxa média de expansão do mercado de trabalho como um todo. Esses dados indicam não apenas o peso econômico do setor, mas também sua relevância social, por gerar emprego e fomentar a inovação.

O design autoral, com ênfase em projetos personalizados, identidade estética e sensibilidade cultural, emerge como uma das grandes forças motrizes desse movimento. No cenário da economia criativa, Bruna Caroline Leme é uma das que se destacam pela integração entre técnica, identidade estética e propósito cultural.

“O design não é luxo, é cuidado. Quando entendemos que a luz, as cores e os materiais provocam reações fisiológicas e cognitivas, percebemos que o espaço pode atuar como um aliado do bem-estar e da produtividade”, observa Bruna.

A especialista destaca que o interesse por esse tipo de projeto cresceu nos últimos anos, especialmente após o período de pandemia, que fez com que as pessoas voltassem o olhar para o ambiente doméstico e sua influência na saúde mental. “Depois de 2020, o lar ganhou novos significados. As pessoas começaram a buscar espaços que transmitissem calma, inspiração e autenticidade. Morar bem deixou de ser apenas ter conforto, passou a ser sentir-se em equilíbrio dentro de casa.”

Para a profissional, apostar na personalização e na estética com propósito é também apostar na sustentabilidade de um mercado que valoriza qualidade, significado e originalidade. Seus projetos têm integrado princípios de neurodesign, funcionalidade e sensorialidade, mostrando que o design autoral não é luxo, mas escolha consciente de quem busca espaços singulares e de valor real.

Especialistas do setor apontam que essa onda tende a crescer. Com consumidores mais exigentes, conectados e sensíveis às narrativas por trás dos objetos e espaços, existe demanda cada vez maior por profissionais que ofereçam mais do que decoração, que ofereçam significado. A combinação de identidade cultural + técnica + sensibilidade torna o design autoral um diferencial competitivo no mercado nacional e internacional.

O crescimento da economia criativa reforça o papel do design autoral como vetor de inovação, cultura e valor agregado. Ao valorizar o indivíduo, a história e a sensorialidade, o design autoral se afirma como um dos caminhos mais promissores para a arquitetura e o design de interiores no Brasil.





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